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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
ESCOLA É...
... o lugar onde se faz amigos,
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é sobretudo, gente.
Gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O Diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um se comporte
como amigo, como irmão.
Nada de “ilha” cercada de gente por todos os lados.
Nada de conviver com as pessoas e depois
descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede,
indiferente, sério, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É conviver, e se “amarrar nela”!
Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se, ser feliz.
Paulo Freire
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A ESCOLA, A CRIANÇA E A LITERATURA INFANTIL
Cecília Meireles
Por Luciana Borgerth Vial Corrêa
O perfil do intelectual que se afirma ao longo da década de 1920 é o do indivíduo que possui um saber especializado – o cientista. Cecília Meireles, reconhecidamente uma poeta, também se destacava, no meio intelectual, por ser detentora de um saber especializado – a pedagogia, sustentada pela psicologia. Em outras palavras, era uma educadora.
Formada em 1917 pela Escola Normal, a escritora ingressa no magistério público. Suas atividades educacionais, no entanto, não se resumem à prática da sala de aula. Envolvida com a pedagogia moderna, a professora não apenas assumiu uma coluna diária intitulada "Comentário " no jornal Diário de Notícias, mas também foi responsável pela "Página da Educação" neste jornal no período de 1930 e 1933.[1] Foi nessa época, mais precisamente em 1932, que a educadora assinou o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova. Uma outra série de crônicas da autora foi publicada entre 1942 e 1945, no jornal A Manhã, nas quais aparecem mesclados temas culturais e educacionais.
Sempre articulando as questões literárias às questões educacionais, Cecília Meireles ministrou um curso para professores da prefeitura de Belo Horizonte, em 1948, o qual resultou no livro Problemas da literatura infantil, publicado em 1952. Nesse caminho, a autora escreveu, também, ao longo de sua vida, livros para crianças.[2]
São questões centrais para Cecília Meireles educadora a escola e a formação do leitor. Procuraremos discuti-las através da importância da literatura infantil no processo de educação e o modo como a autora trabalha as relações assimétricas que se estabelecem entre o autor e o leitor , na literatura infantil.
.
Continue lendo em :
http://www.historiaecultura.pro.br/modernosdescobrimentos/desc/meireles/frame.htm
Sempre articulando as questões literárias às questões educacionais, Cecília Meireles ministrou um curso para professores da prefeitura de Belo Horizonte, em 1948, o qual resultou no livro Problemas da literatura infantil, publicado em 1952. Nesse caminho, a autora escreveu, também, ao longo de sua vida, livros para crianças.[2]
São questões centrais para Cecília Meireles educadora a escola e a formação do leitor. Procuraremos discuti-las através da importância da literatura infantil no processo de educação e o modo como a autora trabalha as relações assimétricas que se estabelecem entre o autor e o leitor , na literatura infantil.
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Continue lendo em :
http://www.historiaecultura.pro.br/modernosdescobrimentos/desc/meireles/frame.htm
BOLHAS - Cecília Meireles
BOLHAS
Olha a bolha d'água
no galho!
Olha o orvalho!
no galho!
Olha o orvalho!
Olha a bolha de vinhona rolha!Olha a bolha!
Olha a bolha na mãoque trabalha!
Olha a bolha de sabãona ponta da palha:brilha, espelhae se espalha
Olha a bolha!
Olha a bolha!
Olha a bolha
que molhaa mão do menino:
que molhaa mão do menino:
A bolha da chuva da calha !
(Você vai encontrar esse poema na página 19 do livro OU ISTO OU AQUILO )
terça-feira, 15 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Poesias para alegrar a alma - 14 · Dia Nacional da Poesia
O último andar (Cecília Meireles)
No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.
O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar.
É lá que eu quero morar.
Quando faz luz, no terraço
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem,
para ninguém os maltratar:
no último andar.
De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:
no último andar.
MEIRELES, Cecília. O último andar. In: Ou isto ou aquilo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. p. 35.
Colégio (Henriqueta Lisboa)
Dois a dois
dois a dois.
E a fila
serpentina
escorrega
nas escadas
estica-se
nos corredores
projeta-se
nos pátios.
Só o rumor
Tranquilo
dos passos
ritmados.
Do assoalho
batido
como um tambor
sobe poeira
para as narinas
dóceis.
Dois a dois
dois a dois.
A fila parece um barco
elástico
movido por inúmeros
remos.
LISBOA, Henriqueta. Colégio. In: O menino poeta – obra completa. São Paulo: Peirópolis, 2008. p. 72.
O eco (Cecília Meireles)
O menino pergunta ao eco
onde é que ele se esconde.
Mas o eco só responde: “Onde? Onde?”
O menino também lhe pede:
“Eco, vem passear comigo!”
Mas não sabe se o eco é amigo
ou inimigo.
Pois só lhe ouve dizer:
“Migo.”
MEIRELES, Cecília. O eco. In: Ou isto ou aquilo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. p. 93.
Hora de dormir (Cláudio Thebas)
Na hora de dormir,
eu sou que nem a luz do quarto:
fico brincando, não canso, brincando...
A luz brilhando, no alto, brilhando...
Aí...
meu pai me chama,
me leva pra cama,
me faz um afago.
Clic,
ele apaga a luz.
E clic,
eu também apago.
THEBAS, Cláudio. Hora de dormir. In: Amigos do peito. São Paulo: Formato, 2005. p. 28.
sábado, 12 de março de 2011
Poesias
Falando de livros
O livro é a casa
onde se descansa
do mundo
O livro é a casa
do tempo
é a casa de tudo
Mar e rio
no mesmo fio
água doce e salgada
O livro é onde
a gente se esconde
em gruta encantada
Roseana Murray
Aprender é lembrar aquilo que você já sabe.
Fazer é mostrar que você o sabe.
Ensinar é mostrar aos outros que eles sabem tanto quanto você.
Vocês são todos aprendizes, fazedores, professores.
Você ensina melhor o que mais precisa aprender."
Richard Bach
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